PERGUNTAS FREQUENTES

1. A Igreja Anglicana foi fundada por Henrique VIII?

Os livros didáticos de história ensinam categoricamente que o Rei Henrique VIII criou a Igreja Anglicana. No entanto esta afirmação é equivocada. A Igreja na Inglaterra começou a surgir no século II quando os celtas conheceram a religião cristã. Após isso Roma envia Santo Agostinho a essas terras e faz com que a Igreja la existente se unisse com Roma. Muito tempo depois quando ocorre a Reforma Protestante do Sec. XVI, a Inglaterra vivia uma grande instabilidade politica por causa da interferência papal do governo, e também com a tensão existente com a Espanha.

Henrique VIII não permitiu a interferência papal nas questões do seu país, ficando contrariado quando o Papa negou declarar nulo seu casamento com Catarina de Aragão. Seria um ato comum naqueles tempos, – já havia diversos precedentes, – mas o Papa estava pressionado por questões políticas da Espanha e Alemanha, não atendeu o pedido. E o rei pôs fim à autoridade, interferência e jurisdição papal na Inglaterra, chamado-a a si mesmo. Então, em represália, Henrique foi excomungado (afastado da comunhão com a Igreja) pelo Papa. Mas a Igreja na Inglaterra permaneceu como sempre fora, quer dizer, praticamente com as mesmas igrejas, os mesmos bispos e sacerdotes, as mesmas dioceses, os mesmos ofícios e os mesmos fiéis. Parte do clero permaneceu na Igreja Romana gerando muitas tensões, no entanto, hoje a Igreja Romana e Anglicana convivem pacifica e amigavelmente na Inglaterra e em todo o mundo.

2. A igreja de vocês é católica romana?

Não. Somos uma igreja anglicana. Embora nossa liturgia pareça similar à católica romana, temos tradições peculiares do cristianismo das Ilhas Britânicas e somos independentes do Vaticano e da Sé de Roma.

3. Então por que é que vocês dizem que creem na “Santa Igreja Católica” ao recitar o credo?

Nós nos consideramos católicos no senso de sermos parte da igreja universal “una, santa, católica e apostólica”. Somos parte de uma tradição que remonta aos tempos dos apóstolos.

4. A igreja de vocês é protestante?

Também não. A Igreja da Inglaterra, herdeira de tradições do cristianismo das Ilhas Britânicas, foi assimilada gradualmente pela Sé de Roma, a partir do envio de missionários àquela região, no século VII. Entretanto, ali já havia uma rica tradição cristã celta, a qual permaneceu como substrato do anglicanismo desde aquela época. Durante boa parte da idade média, a Igreja da Inglaterra preservou sua autonomia dentro do Cristianismo Ocidental. A separação definitiva veio na época da Reforma, é verdade, mas ao decidir preservar a sucessão apostólica e demais tradições da Igreja indivisa, manteve sua catolicidade, embora haja grupos dentro do anglicanismo que abraçam conceitos teológicos similares ao protestantismo. Esse meio-termo (chamado via media) entre as tradições cristãs é considerado por muitos um charme do anglicanismo, e uma prova do caráter verdadeiramente ecumênico da nossa igreja.

5. Qual é a diferença de Episcopais para Anglicanos?

Nenhuma. Algumas províncias da Comunhão Anglicana levam o nome de “Igreja Episcopal”, enquanto outras, de “Igreja Anglicana”. Todas, entretanto, seguem a mesma origem e tradições comuns.

6. Vocês usam incenso, velas e acólitos na liturgia?

Sim e não. Há igrejas que o usam e outras que não o usam. O modo de ser anglicano é moldado pela oração comum. Somos um povo que reza de forma igual, através de uma versão contemporânea do Rito de Sarum, adaptada no nosso Livro de Oração Comum.

Entretanto, não possuímos rubricas específicas sobre vestes, gestual e procedimentos litúrgicos. O jeito de ser anglicano entende que a congregação tem liberdade para ter ou não elementos com os quais ela esteja confortável. é por isso que encontramos paróquias evangélicas, com uma liturgia austera e centrada na pregação, e onde o sacerdote estará usando provavelmente apenas uma estola sobre a alva. Também possuímos paróquias ditas anglocatólicas, onde a riqueza da liturgia inglesa é revivida com incenso, acólitos, vestes, canto litúrgico tradicional e destaque especial à experiência eucarística.

7. Por que vocês usam vestes litúrgicas?

Os símbolos transmitem mensagens que muitas vezes um texto não consegue. Todos nós conhecemos alguns símbolos, talvez o mais famoso deles seja a bandeira de uma nação. Os símbolos também contam histórias e mostram significados importantíssimos.

Na Igreja Anglicana, todos os símbolos utilizados contam um pouco da historia do Cristianismo e mostram o amor de Deus para com os homens. Cruzes, vestes sacerdotais, velas, gestos, tudo isto compõe a nossa liturgia que acontece de forma solene e bonita.

8. A música é importante para vocês?

Música é oração. é uma das formas através das quais oferecemos louvor a Deus. Algumas de nossas paróquias possuem corais conhecidos no meio religioso. Além disso, possuímos um hinário com composições tanto da Igreja indivisa quanto do protestantismo, bem como cancioneiros contemporâneos.

9. É verdade que anglicanos são geralmente pessoas ricas?

Há paróquias compostas por pessoas de classe média e classe alta. Entretanto, várias de nossas paróquias estão localizadas em áreas pobres e trabalhadoras. Há muita diversidade em nossa igreja.

10. O que vocês querem dizer com diversidade?

Nossa comunidade é composta por diferentes tipos de pessoas. Somos ricos e pobres; brancos, negros, índios e mestiços; estudantes e idosos; solteiros e casados; de diferentes orientações sexuais. Somos unidos pelo amor de Cristo e pela mensagem do Evangelho.

11. As mulheres podem participar da liturgia anglicana?

Sim. Florence Li Tim Oi, da Igreja de Hong Kong, foi a primeira mulher ordenada ao sacerdócio, em 1944. Em 1989, Barbara Harris foi a primeira mulher sagrada bispa, nos Estados Unidos, ocupando o cargo de bispa sufragânea de Massachusetts até sua aposentadoria. Meses depois, Penny Jamieson foi sagrada na Nova Zelândia, tornando-se a primeira bispa diocesana (Diocese de Dunedin).

Desde 1984, nossa província tem ordenado mulheres para a vida eclesiástica. Nenhuma chegou ao episcopado ainda, embora não haja impedimentos nos nossos cânones para tal.

12. E sobre homossexuais?

Nossa igreja convida a todos para sua vida eclesial. Como povo de Deus, enraizado no mistério da encarnação do Altíssimo como ser humano, entendemos que todos são feitos à imagem e semelhança dEle e são fruto de sua criação.

Uma série de documentos e estudos teológicos foram elaborados no âmbito da província. De acordo com o primeiro documento oficial elaborado pela câmara dos bispos da IEAB, em 1997, afirma-se que a sexualidade é um dom de Deus e que as relações sexuais, exercidas no contexto do amor e do respeito mútuo, não só devem ser aceitas, mas também consideradas como coisas boas que Deus criou. A promiscuidade sexual, contudo, deve ser combatida por ser contrária ao ensino das Escrituras.

A Igreja deve receber com amor pessoas de qualquer raça, cultura, classe social ou orientação sexual. Como cristãos, somos portadores da promessa do Espírito Santo, que nos conduz à Palavra feita carne, que acolhe os oprimidos, abandonados, incompreendidos e marginalizados.

13. O que são sacramentos para a Igreja Anglicana?

A Igreja nos ensina que os sacramentos são meios de graça, ou seja, são formas através das quais o amor salvador de Deus chega até nós. Aprendemos no antigo catecismo da IEAB a definição de sacramento: “sacramento é um sinal externo visível de uma graça interna espiritual”.

Isto pressupõe que um sacramento é dividido em duas partes. A primeira vem da primeira metade da definição acima. Um sinal é algo que aponta para algo que é maior que ele próprio. Por exemplo, uma placa, num poste, com a palavra escola aponta para algo maior que a própria placa. A placa não é a escola, apenas indica que há uma escola nas proximidades. Continuemos, então. Externo é algo que está fora de nós ou de nosso corpo. Por exemplo, existem remédios de uso interno, como xaropes e comprimidos e há remédios de uso externo, como pomadas e loções. Finalmente, visível é algo que podemos enxergar. Desse modo, a primeira parte da definição de sacramento é caracterizada pelo uso de gestos e elementos concretos que sentimos e enxergamos e que apontam para uma realidade maior.

A segunda parte do sacramento, às vezes, é mais difícil de ser percebida. Ela acontece dentro de nós sem que possamos medir sua intensidade. Por isso, é interna. Nós não a vemos, mas ela acontece de modo maravilhoso. Por isso, é espiritual. E isso tudo não acontece porque nós queremos ou fazemos alguma coisa. é um presente, um dom de Deus, uma graça (ŇCharis“) oferecida. Existem dois sacramentos ordenados por Cristo: Batismo e Ceia do Senho e outros sacramentos menores, não ordenados diretamente por Jesus, mas reconhecidos pela igreja como tendo caráter sacramental: a Confirmação, a Penitência, as Ordens Ministeriais, o Matrimônio e a Unção dos Enfermos.

14. Como é o batismo na Igreja Anglicana?

A Igreja é a família de Deus e, como acontece na família terrena, os pais cuidam de seus filhos e filhas até que estes adquiram a maturidade para assumir suas próprias responsabilidades. A filiação à Igreja de Jesus Cristo se dá através do Batismo, que é o sacramento da iniciação cristã, o ato de ingresso na comunidade eclesial.

Lemos no Livro de Oração Comum, na página 162, o seguinte: “O Santo Batismo é o Sacramento da Iniciação Cristã, pelo qual, através da água e do Espírito Santo, o batizando nasce para uma vida nova e é enxertado no Corpo de Cristo, a Igreja. O Batismo é o ingresso na família da fé.”

A palavra “batismo” vem da língua em que foi escrito o Novo Testamento, o grego. Significa imergir, mergulhar. Com o passar do tempo adquiriu também um sentido de lavar-se, banhar-se, purificar-se. O sinal externo do batismo é o derramamento da água ou imersão em nome da Santíssima Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo) e a graça interna e espiritual é a nova vida ou a morte para o pecado e a ressurreição do mortos. O batismo é o renascimento para a vida eterna, que começa na vida terrena.

Num rito em que vemos tudo o que acontece, recebemos um “presente” que não podemos enxergar. O invisível no Batismo é a graça da presença de Deus em nossa vida por seu Espírito Santo. No Batismo morremos para o pecado e nascemos para uma nova vida plena da presença de Deus.

Qualquer pessoa que tenha participado de uma celebração do Santo Batismo deve ter percebido o uso de elementos visíveis que tentam traduzir o profundo simbolizo da iniciação cristã marcada por esse sacramento. A água, o óleo e a vela (círio) são os sinais externos visíveis. A água simboliza a morte para o pecado e o ressurgir para uma nova vida. O óleo simboliza a unção (escolha) do Espírito Santo que nos consagra para essa nova vida e a regeneração recebida no batismo. Por fim, a vela batismal simboliza a luz do Cristo ressurreto e vitorioso que nos ilumina nos caminhos da vida.

O sacramento do Batismo é único, só acontece uma vez.

15. São considerados válidos outros batismos?

A Igreja Anglicana reconhece como válido qualquer batismo realizado com água, administrado em nome da Santíssima Trindade. Não praticamos o rebatismo Em caso de dúvida, a liturgia anglicana do batismo possui uma fórmula para o chamado “batismo condicional”.

16. Se o Batismo é uma decisão pessoal, por quê batizar crianças? Para que servem os padrinhos?

A Igreja Anglicana batiza pessoas de qualquer idade, desde que não tenham sido ainda batizadas em alguma igreja cristã.

A Igreja Anglicana pratica o batismo infantil, como já fazia a Igreja primitiva, embora os primeiros convertidos ao Cristianismo fossem, em sua maioria, adultos. Qualquer criança pode ser batizada, independentemente da situação matrimonial de seus pais ou padrinhos.

Quando amamos alguém, queremos que eles participem da nossa alegria e felicidade. Mesmo que até não entendam bem no começo. Assim foi o que ocorreu com a Igreja. Do Batismo de adultos, inicialmente o único, passou-se a batizar os bebês, assumindo, em nome deles, os votos de fidelidade a Jesus Cristo. Mesmo antes do Batismo de crianças, já existia a figura do padrinho ou Ňfiador“, que acompanhava o processo de preparação para o batismo, chamado de catecumenato. A comunidade sempre teve um papel importante de apoio e fortalecimento do batizando. Isto também vale para os dias de hoje.

17. Quais são as exigências para entrar na família de Deus, a Igreja, e quais as vantagens?

é preciso crer no amor salvador de Deus em Jesus e aceitar viver conforme a vontade de Deus. Devemos renunciar a tudo o que nos afasta de Deus, de nossos irmãos e irmãs e de sua Criação. é necessário estar disposto a seguir o caminho da cruz, de despojamento e de serviço. No Batismo, tornamo-nos discípulos (aprendizes) de Jesus, dispondo-nos a viver com ele, numa vida de total entrega e obediência ao Pai, guiados pelo Espírito Santo. Feitos filhos e filhas de Deus, vivemos numa grande família de fraternidade, comunhão e testemunho. Compartilhamos de uma vida ressurreta e gloriosa. Qualquer pessoa batizada pode participar da Santa Eucaristia e receber regularmente os elementos da santa comunhão, se para isso se julgar digna diante de Deus.

18. Quando acontece o Batismo?

O Batismo deve ser preferencialmente celebrado aos domingos, na Santa Eucaristia, celebração principal da comunidade, com a participação da comunidade paroquial, num sinal do compromisso de toda a igreja com a pessoa que se agrega à família do Senhor.

19. Como é feita a preparação?

Antes do batismo, pais e padrinhos (ou o batizando, se jovem ou adulto) terão encontros pastorais de preparação com o ministro.

20. Qual é o papel dos padrinhos?

Na Igreja primitiva, a vida cristã era muito difícil e incerta. Havia a possibilidade da criança batizada ficar aos cuidados de uma família pagã. Seguindo o antigo costume, a Igreja Anglicana incentiva e adota a tradição de adotar padrinhos ou fiadores. Mais do que testemunhas do batismo, os padrinhos são coparticipantes na formação cristã de seus afilhados. Os deveres e compromissos dos padrinhos são grandes e importantes e os torna responsáveis pela vida espiritual daqueles que apresentaram à Igreja para receber o santo batismo. Por isso, a Igreja Anglicana exige que os padrinhos também sejam batizados e recebam boa instrução sobre seus deveres e responsabilidades, e expressem a vontade de cumpri-los fielmente.

A liturgia batismal da Igreja Anglicana afirma o seguinte (Livro de Oração Comum, pág. 163): “quando se tratar de crianças, isto é feito na intenção de que receberão dos pais, padrinhos e comunidade, oportunamente, a necessária orientação, serão encorajados a uma vivência cristã, até que tenham a maturidade suficiente e assim possam reafirmar seus votos de fidelidade a Cristo Jesus que, por elas, fizeram seus padrinhos”.

21. O Batismo tem algo a ver com a Páscoa?

Sim. A linguagem usada no rito do Santo Batismo é muito rica em contrastes: vida/morte, luz/trevas, pecado/salvação, renúncia/aceitação, etc. A ligação com a Páscoa (Ressurreição) ocorre porque os cristãos creem que no Batismo participamos com Cristo em sua morte e por sua ressurreição recebemos a graça de uma nova vida. Deixamos a solidão do pecado e passamos a fazer parte da família dos filhos e filhas de Deus.

22. O que é a Eucaristia?

A Eucaristia é o sacramento ordenado por Cristo para ser memorial contínuo da sua vida, morte e ressurreição até a sua vinda em glória.

23. Por que se diz que a Eucaristia é um memorial?

Porque memorial é a celebração em que se torna efetivo, no tempo presente, um acontecimento do passado.

24. Por que se diz que a Eucaristia é um sacrifício?

Porque é o sacrifício de louvor e ação de graças da Igreja. Por ele, Cristo nos une à única e perfeita oferta que ele fez de si mesmo e nos torna participantes dos seus benefícios.

25. Quais outros nomes é conhecida a Eucaristia?

A Eucaristia é também chamada Santa Comunhão, Ceia do Senhor, Partir do Pão, Missa, Santa Ceia.

26. Qual é o sinal externo e visível da Eucaristia?

O sinal externo da Eucaristia é o pão e o vinho, dados e recebidos segundo o mandamento de Jesus.

27. Qual é a graça interna e espiritual dada na Eucaristia?

é o Corpo e o Sangue de Cristo, dados por ele, para serem recebidos pelos fiéis.

28. Qual é a graça interna e espiritual dada na Eucaristia?

Receber o corpo e sangue de Cristo significa alimentar-se espiritual e sacramentalmente do próprio Cristo, que foi crucificado, ressuscitou e agora vive para todo o sempre.

29. Que benefícios recebemos na Eucaristia?

Na Eucaristia recebemos o penhor da nossa salvação, o fortalecimento da nossa união com Cristo e com os nossos irmãos e a antecipação da ceia celestial.

30. Que se exige de nós quando participamos da Eucaristia?

Que examinemos as nossas vidas; nos arrependamos dos nossos pecados com a intenção de os reparar na medida do possível e de não tornar a cometê-los; e estejamos em caridade com o próximo.

31. Não sou dessa igreja. Posso tomar comunhão?

Sim, todos os cristãos batizados são convidados a comungar conosco.

32. Por que as pessoas procuram a Igreja Anglicana para casar?

Muitas pessoas procuram a igreja por que consideram bonito e importante “casar na igreja” e ter a benção de Deus, mesmo que não tenham uma vida cristã muito ativa. Tradição, costume, evento social, desejo de agradar os pais, tudo isso caracteriza um pouco este tipo de pensamento.

Outras pessoas procuram a Igreja Anglicana porque sua própria igreja não realiza casamentos fora de um templo, ou, então, por que um dos noivos é divorciado.

A Igreja Anglicana não faz discriminação de pessoas. Todas as pessoas são bem acolhidas, independentemente de sua história de vida. Ninguém é obrigado a se tornar membro da igreja para poder casar. As exigências legais da igreja não são feitas para excluir as pessoas, mas, ao contrário, são estabelecidas para integrá-las à família da igreja, a uma comunidade de fé.

Temos um carinho especial pelas pessoas que experimentaram a dor de um casamento desfeito. Assim como Deus nos perdoa e nos oferece novas chances de refazer a vida, numa nova perspectiva, acreditamos que também a Igreja deva conceder, mediante apoio e aconselhamento pastoral cristão, uma nova oportunidade de vida conjugal, com a bênção de Deus. No entanto, é imprescindível que a situação legal dos divorciados já esteja juridicamente resolvida (transitada em julgado).

33. Qual é a visão teológico pastoral da Igreja Anglicana sobre o Matrimônio?

Deus estabeleceu na Criação o vínculo e o pacto matrimonial, e nosso Senhor Jesus Cristo honrou esta forma de vida com sua presença e seu primeiro milagre nas Bodas de Caná da Galileia

O Matrimônio significa para nós o mistério da união entre Cristo e sua Igreja, e as Escrituras Sagradas recomendam que o casamento seja honrado entre todas as pessoas.

é da vontade de Deus que a união de esposo e esposa no coração, no corpo e na mente seja para edificação mútua; para ajuda e consolo de ambos, tanto na alegria como na adversidade; e, quando Deus assim o permitir, para procriação dos filhos e sua educação no conhecimento e amor do Senhor.

Portanto, o casamento não deve ser realizado de maneira irrefletida ou superficial, porém, com reverência e de acordo com os propósitos para os quais Deus o instituiu.

34. Tenho mais dúvidas. Onde posso aprender mais sobre essa igreja?

Visite o website oficial da Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, onde você poderá aprender mais sobre o histórico do Anglicanismo, sua estrutura, crenças fundamentais e jeito de ser. Caso lhe interesse ler artigos de cunho mais acadêmico, visite também o website do Centro de Estudos Anglicanos.

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As respostas aqui contidas foram adaptadas de diversos documentos oficiais da IEAB, bem como dos manuais das pastorais do Batismo, Eucaristia e Matrimônio da Paróquia de São Lucas (Rio de Janeiro/RJ).